Opção

Li no blog de um amigo sobre um determinado assunto: “E se”. Fala um pouco de quando pensamos nas possíveis tomadas de decisão que poderíamos ter feito no passado e como terminaria o enredo da história.

Gostei dessa parte e achei que devia comentandar sobre ela.


É muito complicado e difícil aceitar os erros do passado. Aceitar que as coisas não aconteceram da forma como queríamos e aí nos colocamos sempre na posição desses “E SE”. E se eu tivesse feito isso... E se eu tivesse feito aquilo...


O problema maior disso é ficar achando que os nossos erros são tão terríveis que nosso presente é uma merda por causa deles. E aí vem aquele monte de pensamentos chatos que preenchem a nossa mente e ficamos inconformados com tudo, nos sentimos tristes e mal amados.


Pense por um instante em arrancar a união dessas palavras do seu vocabulário, pensar de uma forma diferente e simplesmente viver a vida com as boas oportunidades que ela oferece e descartando aquilo que nos é prejudicial, que não nos faz bem.


É interessante, geralmente usamos esse “E SE” em casos amorosos. E nos sentimos idiotas pelos tais erros que achamos cometer no nosso passado.


“E se eu tivesse aceitado, amado e querido algo mais sério, hoje não estaria sozinho”.

“E se eu tivesse escolhido aceitar aquela proposta, hoje eu deveria estar promovido”.

“E se eu tivesse dito chega, não avance mais que isso, hoje eu talvez me sentisse melhor”.


E se você parasse de pensar tanto e procurasse algo mais produtivo na sua vida, acho que seria a coisa mais útil a se fazer.


Escolhas são feitas a todo o momento. Mesmo que erremos, ainda assim são escolhas. E se você tivesse feito diferente no seu passado as coisas poderiam ter sido diferentes, mas quem te garante isso? Qual a certeza que você tem de que realmente o resultado seria outro?


Não dê tanta importância aos erros do passado, mas sim tente concertá-los agora. E se a coisa não tiver jeito, parta pra outra. Existem milhares de coisas que requerem sua atenção. Não se limite a dar atenção aquilo que não merece e nem quer a sua atenção.


Nos relacionamentos também é assim. Valorize as coisas boas que você conquista e tente concertar os erros que você acha que cometeu, se não resolver, procure outro. Existem pessoas que merecem essa chance, que realmente reconhece o seu valor, mas que as vezes você dispensa essas possibilidades.


E aí começa de novo o dilema: “E se... e se... e se...”.


Aproveite as oportunidades, principalmente as que lhe tragam conforto e felicidade. Mesmo que depois você veja que não é aquilo que você queria, ainda assim valeu a pena experimentar.


Nossos sentimentos não se limitam a uma só pessoa, mas sim é distribuído a muitos. E conforme a importância que damos a alguém eles se tornam mais fortes, então, não perca a chance de dar amor, alegria e respeito a quem pode retribuir com mais intensidade. Não precisa esquecer-se de uns, nem parar de amar, dar carinho e nem deixar de ter momentos alegres, apenas dê mais valor a quem merece maior valor.

Invisível

Um quarto escuro, sem janelas, sem vozes, sem expressões, em silêncio total. Sem olhares, sem toques, sem sentir nenhuma presença, somente o meu corpo, a minha respiração, os meus pensamentos e mais nada. A frente uma porta que somente refletia um fiozinho de luz.


Isso foi um sonho que tive. Acordei com essa imagem, ou falta de imagem na cabeça, já que não se via nada, era apenas eu num escuro intenso. Tenho certeza de que era a minha pessoa, porque os pensamentos eram os meus ou acho que eram. Existem tantas pessoas pensando coisas semelhantes que fico até na dúvida. É, era eu mesmo. Lembro-me da respiração e da forma como movia meu corpo. Não era minha mente em outro corpo, era ela em meu próprio corpo mesmo.


Loucura? Talvez. Começar escrevendo de um sonho que não se tem certeza de que sua mente está no seu próprio corpo? De um lugar escuro, sem nada, somente o escuro.


Mas é assim mesmo que quero iniciar esse texto. Através desse sonho esquisito que tive. Olhar de um jeito diferente pra ele. Tem coisas que eu mesmo queria compreender, mas não me é possível isso. Só lembro-me desse acontecimento porque isso ficou firmado no meu pensamento hoje.


Você já ficou no escuro alguma vez? Já sentiu essa sensação de não ver nada, nem a si mesmo?


Acontece às vezes quando de repente ficamos sem energia, sem velas ou sem qualquer tipo de fonte de luz que ilumine. Mesmo que estejamos num lugar que temos total costume de frequentar, ainda assim nos sentimos perdidos, afinal, está escuro e eu não vejo nada, nem a mim mesmo.


No meio social as coisas funcionam também de forma similar. Na maioria dos casos somos apenas corpos andando no escuro. Não somos notados, não vemos nada e também nada faz tanta diferença assim. E pior, ninguém se importa com isso.


Andamos e vivemos como se fôssemos cegos. Não enxergamos a beleza das coisas, não vemos a distorção dos nossos erros e não percebemos quando algo chega ao fim. Não estamos nem aí pros problemas dos outros, porque os nossos são grandes e nem esses queremos olhar.


O que acontece é que se mantar na escuridão, hoje em dia, não é mais tão opção assim, já se tornou algo comum e sem escolha.


Mas existe outro lado também, algo que também nos deixa invisíveis nesse meio. Nos igualarmos a todo mundo, seguir padrões e conceitos dos outros e não viver conforme as nossas prioridades, mas dando maior importância para o que os outros pensam.


Sermos hipócritas com o que nos é verdadeiro é algo que foge a concepção do bom senso e nos deixa insatisfeito com a forma que vai seguir a vida.


Não que devemos sair extrapolando tudo e fazendo tudo aquilo que vier na cabeça. Não estou dizendo isso, mas sim equilibrar as nossas vontades, equilibrar os nossos desejos e fazer o que nos é importante, mas que não nos cause nenhum prejuízo mental ou destrua nossa característica social. Porque por mais que digamos não se importar com as outras pessoas, nós precisamos estar visíveis a elas de uma boa forma e isso nos faz bem.


Não viver na sombra, mas sim mostrar o que nós somos, como somos, do que gostamos e ainda assim se relacionar bem no meio social em que estamos.


Equilibre os seus ideais com os padrões sociais. Tudo fica tão mais belo, tão mais vivo, e tão mais visível. Completar os espaços vazios com nossas melhores qualidades faz muita diferença.

HEROES

Não sei ao certo como começar isso.


Queria começar com uma palavra pequena. Talvez seja simples ou não. Talvez seja forte ou não. Talvez seja completa ou não.


HERÓI


Estive relembrando da infância quando fantasiava grandes histórias, personagens poderosos, pessoas que tinha identidade secreta e grandes poderes para poder proteger e ajudar as pessoas que eram importantes, proteger a humanidade.


Eu tinha meu personagem, me vestia como um herói. Fingia meus superpoderes, voava, via através de objetos e criava um ambiente em que eu defini como minha fortaleza, onde podia observar tudo o que se passava no planeta e estava sempre disposto a enfrentar qualquer situação. Sempre ganhava qualquer coisa em que eu me dedicava a fazer.


Ser um super-herói era fantástico. Lembro-me da sensação boa que eu sentia. De quando eu era apenas um simples humano e num piscar de olhos eu me transformava em alguém poderoso e sem medos.


Fantasia? Talvez sim, mas era interessante a sensação, o modo de ver as coisas.


Hoje olho pra mim mesmo e pergunto: O que houve com o meu super-herói? O que aconteceu com meus superpoderes, com a coragem, com a determinação em ajudar? O que aconteceu com a super força, com a velocidade, com a minha visão de raios-X?


Talvez isso não faça sentido agora. Talvez o que vou continuar a escrever nem seja muito condizente com o início do texto, mas não importa. Lembrar-me disso me fez pensar em qual somos frágeis, no quanto dependemos de uma força extra e como não conseguimos tirar essa força de nós mesmo quando de fato necessitamos.


Viver como um herói, usar máscara. Fazer tudo o que pode e ninguém saber quem está fazendo. Uma vida dupla. De um lado um humano frágil e do outro herói.


Existe muita gente vivendo assim. Vivendo uma vida dupla, seguindo dois estilos, seguindo diferentes percepções. Nunca podem mostrar sua real identidade.


Medo? Talvez. Precaução? Pode ser.


Se você prestar atenção, assim é mais fácil. Duas caras se torna mais confortável que somente uma. É melhor viver dois estilos do que somente um. Eu posso extrapolar de um lado e me mostrar um santo de outro. Conviver com outros semelhantes por um tempo e depois voltar a normalidade de vida humana, fingindo não conhecer e nem saber do que se passa a minha identidade secreta.


É mais seguro ter um lado normal. As pessoas vão me olhar e não perceber, afinal quem desconfiaria de alguém que sempre esteve em lugares e falou com pessoas comuns?


E quando àquela hora aparecer? A hora em que você vai ter que mostrar um dos lados, mas os dois pedem pra ser apresentados? O que fazer?


Apresente a que lhe mais for confortável, a que não vá lhe trazer riscos e nem mesmo lhe faça sofrer. Não vou dizer que ser um só é melhor, é mais fácil. O caso é que as escolhas e as condições que nós mesmos criamos para a nossa vida é que vai definir o nosso bem estar.


Se você pensa: “Eu me socializo, eu apareço, eu mostro aquilo que as pessoas precisam ver, eu sou feliz assim”. Ótimo, continue assim.

Se você pensa: “Eu preciso mostrar o meu verdadeiro eu, é a forma de me sentir bem”. Legal, faça isso.


Liberdade não está em mostrar o seu eu verdadeiro. Mesmo porque, quem vive com duas faces também são verdadeiros. Possuem apenas duas características diferentes e cada uma pertence ao seu eu.


Vive livre pra sua mente e não pra mente dos outros. Você é dono da sua verdade, então faça dela o que quiser. O resto é resto.


Um super-herói tem duas identidades e não existe melhor coisa pra ele do que as tê-las bem distintas. Tem herói que somente tem uma, que não usa máscara e vive de boa.


Então, escolha seu tipo de herói e seja o melhor que puder.

A Relação

Conforme o tempo vai passando eu aprendo a valorizar ainda mais os laços e os vínculos afetivos que eu formo. É muito interessante ter amigos, ter pessoas com quem conversar, conviver e até mesmo ri a toa sem motivo nenhum.


Estive analisando e lendo a respeito de comunicação, de relacionamento e também sobre o comportamento humano. Questões psicológicas, sociais e culturais, como se constitui as sociedades e a relação entre cada indivíduo.


O básico de uma relação ou criação de grupos se define pelas afinidades e semelhanças de gosto, isso faz com que pessoas que possuem características parecidas juntem-se e formem um grupo característico, as chamadas tribos.


Mas aqui não quero expor tribo, nem nada que venha a destacar isso. Só comecei falando disso porque achei interessante essa questão do agrupar-se e das relações pessoais e interpessoais que são formadas nesse tipo de sistema.


Na verdade foram somente um ponto pra entrar em outro tipo de relação, algo mais íntimo, as relações afetivas. Aquele tipo de relação que se constrói entre dois indivíduos. Não falando somente de relações de cunho sexual, mas sim dos laços de amizade, do carinho fraternal, maternal, essas coisas que a gente diz que o amor tá no meio.


É tão bom ter um vínculo, um laço forte, ter alguém com quem contar, ter uma boa relação estruturada com confiança, com respeito e amor.


Basta um laço formado com essas boas características pra termos a sensação de preenchimento, de aceitação e de que tudo pode dar certo.


As conversas são agradáveis, as sensações, a troca de olhares é como se fossem transmissões de energia positiva e qualitativa em nossa alma.


É interessante isso. Eu já senti e ainda sinto.


O estranho é quando começamos a perceber que não somos tão únicos assim, quando de repente surgem outras pessoas, outros amigos. Nesse momento percebemos que não somos tão prioritários assim, que não somos mais o centro das atenções, ou talvez não temos mais aquela atenção especial porque outras pessoas estão dividindo ela e acabamos sobrando nessa história. Não que a amizade acabe, não que o carinho diminua, mas a sensação de estar abandonado por aquela pessoa que você ama tanto é meio que perturbadora.


Outrora você ria, conversava e qualquer outra coisa ou pessoa era menos importante do que o membro dessa relação. E agora o que você mais escuta é “espera, que estou conversando com fulano”, “calma, estou teclando com ciclano”. O amigo espera, porque pô é meu amigo, aliás, meu melhor amigo. Talvez seja até egoísmo. Por que somente eu tenho que ter o privilégio da companhia dessa pessoa?


Mas sabe, não importa. Quanto mais a pessoa diga que você é mais especial, quanto mais ela fale que o ama, que o adora, mas se ela demonstra pouco interesse, se a atenção dada é mínima, esse sentimento de ciúmes, de abandono vai continuar ali, martelando na cabeça.


Mas tudo é questão de como se enxerga a relação. Se ela é de fato importante pra você, nunca esqueça do quão bom foi o início, como está sendo o meio e como estará no futuro.


Mantenha vivo esse laço, esse vínculo e faça dele a coisa mais importante da vida, porque desse laço a vida se torna muito mais fácil do que quando não se tem nada disso e vive-se encostado na solidão.


Outros amigos podem passar, outras pessoas podem vir, mas a relação e o vínculo formado com amor, confiança, dedicação e atenção formarão uma amizade eterna. E mesmo que todos os outros decepcionem seu amigo, derrubem, estraçalhem o coração dele(a), você é quem estará lá pra dizer: “quer ajuda pra se levantar? Eu estou bem aqui, segura minha mão”.


Quero finalizar com um trechinho de uma música, a qual quero que lembre sempre que pensar no seu amigo, na pessoa que você ama.


“Uma amizade tão forte assim não se acaba, nunca tem fim. Nem a distância pode arrancar essa certeza que existe dentro de mim”.

Rony Welry: visão, intenção e acontecimentos


Nasci numa quinta-feira, dia 20 de setembro de 1990, na cidade de Piripiri-Piauí.

Segundo filho de uma família de três irmãos, cada um com um talento diferente.

Meus pais sempre trabalharam demais, então passei boa parte da vida sendo criado por babás...

Fui um guri esperto, apesar das birras e da choradeira quando qualquer coisa não estava conforme o que eu queria... Gostava de brincar com meus amigos, mas como minha mãe sempre foi muito cuidadosa e superprotetora, não me permitia brincar com colegas da vizinhança, somente com os amiguinhos da escola.

Nunca tive atenção do meu pai, apesar de ele sempre ter sido casado com mamãe. Mas não senti e nem sinto falta do carinho dele... Mamãe apesar de muito autoritária sempre me supriu com todo o amor que eu precisei.

Não sou muito de falar de mim, geralmente guardo e resolvo os meus problemas sem ajuda, mas quando necessito de ajuda, me disponho somente pedir a pessoas que eu realmente confio.

O que sempre digo a mim mesmo é: "sem neuras, sem problema."

Gosto de fazer amizade, isso é algo que me acompanha durante toda a vida. Os amigos, conhecidos, colegas ou simplesmente pessoas de vista. Contato é algo importante e é o responsável pela aquisição de novos ideais...

Aprendo muito com meus amigos, pelo valor que eles me dão... Acho a amizade algo muito valioso.

Sou estudante de psicologia na Universidade Federal do Piauí, em Parnaíba. Faço esse curso porque gosto, não por escolha de ninguém. Acho isso digno...

Sempre busquei ser independente, seguir as minhas escolhas e buscar o meu caminho. A vida é algo que não se pode deixar pra lá. Viver frustrado não sendo você mesmo é ficar no escuro com uma coleira. Nada vai ser bom o suficiente pra se dizer que valeu a pena.

Eis algumas particularidades minha.

Melhor fase: 1995 a 2001. Período em que estudei no Patronato Santa Catarina Labouré, em Piripiri.
Sabor da infância: Siriguela verde com sal.
Melhor idade: Sete anos. Quando inicei aulas de canto, teatro, teclado, violão e bateria. Adorava aquilo tudo.
Melhor amigo na infância: Alexandre Meneses
Melhor amigo na vida: Ricardo Alexandre Amaral. Amizade que começou na metade de minha adolescência e cresce a cada dia. Amo esse meu amigo.
Maiores perdas: Meu padrinho. A única pessoa além de mamãe, que sempre me tratou como alguém único.
Maiores conquistas: A amizade e respeito do meu melhor amigo.
Sonhos: Ser o melhor no que eu faço.
Religião: Evangélico não praticante.
Prato favorito: Macarronada.
Bebida Favorita: Fanta uva.
Intolerância: Violencia de qualquer tipo.
Hobbys: Desenhar, computação, cozinhar.
Perfume: Cada mês um diferente. Gosto de variar cheiros.
Medo: De perder minha mãe e meu melhor amigo.
O que me irrita: Mexerem no meu computador sem minha permissão. Tirarem meu boné quando eu o estiver usando. As frescuras dos meus irmãos. Ser chamado de bebê, guri, garotinho por pessoas que não tem tanta intimidade comigo.