CONFIDÊNCIAS

Não é tão fácil assim seguir pelo desconhecido. Não é fácil escolher entre dois sentidos se não sabemos ou temos noção de onde cada um vai nos levar.

Eu sou bem decidido em várias coisas da minha vida. Eu sei o que quero fazer, eu sei onde quero ir, eu sei quem eu sou e o que sou. Mas tem algo que sempre me traz muita perturbação mental: sentimentos!

Eu tenho medo dessas escolhas, tenho medo de me relacionar com as pessoas, tenho medo de magoar e de ser magoado, tenho medo de não saber escolher o melhor pra mim.

Quando saio com alguém, existem sempre muitos comentários, sempre foi a coisa mais extraordinária do mundo como as pessoas se importam com minha vida.

Amigos se preocupam comigo, outras pessoas só querem ter do que falar. Nem sei ao certo porque tanto brilho ou destaque. Sou simplesmente alguém comum que faz mais coisas do que a maioria das pessoas.

Hoje estou pensativo sobre algumas coisas, hoje estou sentindo que algo vai ficar meio diferente, hoje simplesmente não sei mais o que pensar.
Acho que a prova mais concreta de que eu não estou tão bem assim é o fato de eu estar escrevendo no blog.

“Vamos conversar”. Acho que é a expressão que mais me mete medo na vida!

Eu a escutei quando fui chamado pela primeira vez na secretaria da escola quando era garoto, eu a escutei quando meu padrinho morreu, eu a escutei quando meus pais deram meu cachorro, eu a escutei somente em situações ruins.

Não me acostumo com essa expressão. Bate um frio na barriga.

Acho que por causa disso sempre me dispus a apagar o sentimentalismo. Isso costumava funcionar muito bem. Acho que não era muito bem apagar e sim mascarar meus sentimentos, tirar a expressão de “estou sofrendo” ou “estou feliz” e colocar sempre a de “não tô nem aí”.

Atualmente me permiti jogar fora todas as máscaras, achei que não precisaria mais delas pra nada, achei que agora já era suficientemente capaz de suportar e mostrar meus sentimentos. Acho que me enganei. O pior é que não encontro as máscaras, não sei onde estão. E fico assim, com a cara do que sinto.

Fraqueza? Sim, Não, Talvez.

Fragilidade? Sim, Não, Talvez.

Insegurança? Sim, Não, Talvez.

Acho melhor parar de pensar. Porque se eu continuar pensando eu vou somente chegar a um estado de “Aporia”. E por enquanto, acho melhor pensar que tenho as minhas próprias respostas.