A Relação

Conforme o tempo vai passando eu aprendo a valorizar ainda mais os laços e os vínculos afetivos que eu formo. É muito interessante ter amigos, ter pessoas com quem conversar, conviver e até mesmo ri a toa sem motivo nenhum.


Estive analisando e lendo a respeito de comunicação, de relacionamento e também sobre o comportamento humano. Questões psicológicas, sociais e culturais, como se constitui as sociedades e a relação entre cada indivíduo.


O básico de uma relação ou criação de grupos se define pelas afinidades e semelhanças de gosto, isso faz com que pessoas que possuem características parecidas juntem-se e formem um grupo característico, as chamadas tribos.


Mas aqui não quero expor tribo, nem nada que venha a destacar isso. Só comecei falando disso porque achei interessante essa questão do agrupar-se e das relações pessoais e interpessoais que são formadas nesse tipo de sistema.


Na verdade foram somente um ponto pra entrar em outro tipo de relação, algo mais íntimo, as relações afetivas. Aquele tipo de relação que se constrói entre dois indivíduos. Não falando somente de relações de cunho sexual, mas sim dos laços de amizade, do carinho fraternal, maternal, essas coisas que a gente diz que o amor tá no meio.


É tão bom ter um vínculo, um laço forte, ter alguém com quem contar, ter uma boa relação estruturada com confiança, com respeito e amor.


Basta um laço formado com essas boas características pra termos a sensação de preenchimento, de aceitação e de que tudo pode dar certo.


As conversas são agradáveis, as sensações, a troca de olhares é como se fossem transmissões de energia positiva e qualitativa em nossa alma.


É interessante isso. Eu já senti e ainda sinto.


O estranho é quando começamos a perceber que não somos tão únicos assim, quando de repente surgem outras pessoas, outros amigos. Nesse momento percebemos que não somos tão prioritários assim, que não somos mais o centro das atenções, ou talvez não temos mais aquela atenção especial porque outras pessoas estão dividindo ela e acabamos sobrando nessa história. Não que a amizade acabe, não que o carinho diminua, mas a sensação de estar abandonado por aquela pessoa que você ama tanto é meio que perturbadora.


Outrora você ria, conversava e qualquer outra coisa ou pessoa era menos importante do que o membro dessa relação. E agora o que você mais escuta é “espera, que estou conversando com fulano”, “calma, estou teclando com ciclano”. O amigo espera, porque pô é meu amigo, aliás, meu melhor amigo. Talvez seja até egoísmo. Por que somente eu tenho que ter o privilégio da companhia dessa pessoa?


Mas sabe, não importa. Quanto mais a pessoa diga que você é mais especial, quanto mais ela fale que o ama, que o adora, mas se ela demonstra pouco interesse, se a atenção dada é mínima, esse sentimento de ciúmes, de abandono vai continuar ali, martelando na cabeça.


Mas tudo é questão de como se enxerga a relação. Se ela é de fato importante pra você, nunca esqueça do quão bom foi o início, como está sendo o meio e como estará no futuro.


Mantenha vivo esse laço, esse vínculo e faça dele a coisa mais importante da vida, porque desse laço a vida se torna muito mais fácil do que quando não se tem nada disso e vive-se encostado na solidão.


Outros amigos podem passar, outras pessoas podem vir, mas a relação e o vínculo formado com amor, confiança, dedicação e atenção formarão uma amizade eterna. E mesmo que todos os outros decepcionem seu amigo, derrubem, estraçalhem o coração dele(a), você é quem estará lá pra dizer: “quer ajuda pra se levantar? Eu estou bem aqui, segura minha mão”.


Quero finalizar com um trechinho de uma música, a qual quero que lembre sempre que pensar no seu amigo, na pessoa que você ama.


“Uma amizade tão forte assim não se acaba, nunca tem fim. Nem a distância pode arrancar essa certeza que existe dentro de mim”.

Rony Welry: visão, intenção e acontecimentos


Nasci numa quinta-feira, dia 20 de setembro de 1990, na cidade de Piripiri-Piauí.

Segundo filho de uma família de três irmãos, cada um com um talento diferente.

Meus pais sempre trabalharam demais, então passei boa parte da vida sendo criado por babás...

Fui um guri esperto, apesar das birras e da choradeira quando qualquer coisa não estava conforme o que eu queria... Gostava de brincar com meus amigos, mas como minha mãe sempre foi muito cuidadosa e superprotetora, não me permitia brincar com colegas da vizinhança, somente com os amiguinhos da escola.

Nunca tive atenção do meu pai, apesar de ele sempre ter sido casado com mamãe. Mas não senti e nem sinto falta do carinho dele... Mamãe apesar de muito autoritária sempre me supriu com todo o amor que eu precisei.

Não sou muito de falar de mim, geralmente guardo e resolvo os meus problemas sem ajuda, mas quando necessito de ajuda, me disponho somente pedir a pessoas que eu realmente confio.

O que sempre digo a mim mesmo é: "sem neuras, sem problema."

Gosto de fazer amizade, isso é algo que me acompanha durante toda a vida. Os amigos, conhecidos, colegas ou simplesmente pessoas de vista. Contato é algo importante e é o responsável pela aquisição de novos ideais...

Aprendo muito com meus amigos, pelo valor que eles me dão... Acho a amizade algo muito valioso.

Sou estudante de psicologia na Universidade Federal do Piauí, em Parnaíba. Faço esse curso porque gosto, não por escolha de ninguém. Acho isso digno...

Sempre busquei ser independente, seguir as minhas escolhas e buscar o meu caminho. A vida é algo que não se pode deixar pra lá. Viver frustrado não sendo você mesmo é ficar no escuro com uma coleira. Nada vai ser bom o suficiente pra se dizer que valeu a pena.

Eis algumas particularidades minha.

Melhor fase: 1995 a 2001. Período em que estudei no Patronato Santa Catarina Labouré, em Piripiri.
Sabor da infância: Siriguela verde com sal.
Melhor idade: Sete anos. Quando inicei aulas de canto, teatro, teclado, violão e bateria. Adorava aquilo tudo.
Melhor amigo na infância: Alexandre Meneses
Melhor amigo na vida: Ricardo Alexandre Amaral. Amizade que começou na metade de minha adolescência e cresce a cada dia. Amo esse meu amigo.
Maiores perdas: Meu padrinho. A única pessoa além de mamãe, que sempre me tratou como alguém único.
Maiores conquistas: A amizade e respeito do meu melhor amigo.
Sonhos: Ser o melhor no que eu faço.
Religião: Evangélico não praticante.
Prato favorito: Macarronada.
Bebida Favorita: Fanta uva.
Intolerância: Violencia de qualquer tipo.
Hobbys: Desenhar, computação, cozinhar.
Perfume: Cada mês um diferente. Gosto de variar cheiros.
Medo: De perder minha mãe e meu melhor amigo.
O que me irrita: Mexerem no meu computador sem minha permissão. Tirarem meu boné quando eu o estiver usando. As frescuras dos meus irmãos. Ser chamado de bebê, guri, garotinho por pessoas que não tem tanta intimidade comigo.